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Grande entrevista : Tubarão a bordo




                          Tim Vieira:
                            "Arrisquem! Não fiquem
contentes até conseguirem
atingir o sonho"



                                     




 
 
Hoje, temos Tubarão a bordo. Tim Vieira voa nesta entrevista entre negócios, a crise instalada, o desemprego, a leitura, a música e vai mais longe, pois é um empresário empenhado em fazer deste mundo, um mundo melhor, dá conselhos aos mais jovens e aos menos jovens.
Esta era a entrevista que eu desejava fazer a Tim. O seu optimismo impulsiona-me a ir mais longe e a acreditar que os sonhos devem ser cumpridos.
 
Tim, podemos dizer que já nasceu empreendedor?
Sim, desde o início que sempre quis estar envolvido em projetos. Nem sempre por dinheiro mas porque assim conseguiria tornar-me cada vez mais independente. E acho que com isso fiquei um verdadeiro empreendedor. Nunca fui pessoa de estar só com um projeto de cada vez e com o passar do tempo apercebi-me q para ter sucesso com essa minha maneira de estar, precisava de ter sempre à minha volta as melhores pessoas.
Como tantas vezes disse no Shark Tank ter uma boa ideia de negócio é fundamental mas qual é o segredo para o sucesso?
 Um segredo não há, existem vários segredos mas que já não são segredos: paixão, trabalho, persistência, dedicação, e no fim saber trabalhar em equipa.
 
Com a crise instalada em Portugal os Centros de Emprego oferecem aos desempregados a formação de empreendedorismo, a criação do próprio negócio. Acha que é assim que Portugal poderá fazer diminuir o número de desempregados?

 O futuro de Portugal são as Pequenas e Médias Empresas. O futuro não e trabalhar para o estado nem ter um trabalho confortável. O futuro é criar e ao criar empresas nós criamos empregos. No final do dia, criamos riqueza e os nossos sonhos estão nas nossas mãos. Os nossos sonhos são as nossas responsabilidades.
 
Tem negócios em Portugal. Não sente a crise que o país está a viver nos últimos anos? Já teve de despedir? Teve de extinguir algum posto de trabalho?
 Tempos de crise também são tempos de oportunidades. E é assim que eu olho: olho mais para as oportunidades do que para a crise. Despedir pessoas despede-se em tempos de crise e em bons tempos. Muitas vezes a responsabilidade de alguém ser despedido é dele próprio, porque temos de saber ser insubstituíveis e criar valor no nosso posto de trabalho. Mas e óbvio que eu já despedi pessoas.
 
O programa Shark Tank em Portugal veio ajudar muitos empreendedores que contaram com a vossa ajuda. Mas é ou não verdade que num país tão pequeno temos de ser melhores e mais fortes que o “vizinho”?
 Exato, temos de ser fortes em Portugal para depois irmos conquistar o mundo. E é isso que temos de acreditar, que Portugal é um passo importante mas o sucesso está fora de Portugal.
Imagine que se encontrava na situação de milhares de desempregados e sem capital para investir num negócio. O que faria?
 Ia bater portas para emprego, ou bater portas com uma ideia. Desistir é que não. Quanto mais portas batermos, mais rapidamente saímos dessa situação.
 
Em Angola, é proprietário de um dos grupos de média mais relevante, o Special Edition Holding, que emprega mais de 500 colaboradores. Como surgiu esta ideia de negócio num país como Angola?
 Foi o timing de estar no sítio certo, ter as capacidades certas, parceiros certos e acima de tudo os clientes que acreditavam.
 
Saber delegar tarefas é também uma vantagem para quem é empreendedor?
 É essencial para um empreendedor. Mas não só delegar, é depois voltar a ver se as coisas estão a funcionar e a andar no caminho desejado. E só conseguimos delegar quando temos confiança na equipa que temos à nossa volta. Antes de delegar há coisas mais importantes a fazer, como escolher a equipa, ter o seu ADN da maneira de trabalhar na empresa e no negócio. E depois sim, ter a confiança de delegar.
 
O Tim tal como Steve Jobs ou Bill Gates também desistiu da universidade mas isto não quer dizer que não se deve dar valor à formação superior, pois não?
 Não, é muito importante a formação superior num mundo tão competitivo como o nosso. Tudo o q tiver é uma mais-valia. Mas não podemos acreditar só no que estudamos, os estudos em conjunto com a experiencia da vida e as competências interpessoais são mais importante do que qualquer certificado.
O Tim tem “olho para o negócio” mas também para empreendedores talentosos. Como consegue?
Experiência. Tudo se resume a experiência. Já apostei em muitas pessoas e negócios que não deram certo e é como tudo na vida, é com os erros que se aprende.
 
Sempre que se proporciona o Tim continua a investir. Porquê? Porque dinheiro atrai dinheiro?
 Não. Na minha visão, mais sinergias atraem mais sinergias. Não faço as coisas apenas por dinheiro mas, por vezes, mais por ver uma maneira fácil e mais eficiente de fazer coisas.
Tem na família um suporte forte, que lhe permite viver bem no mundo dos negócios. Mas como se costuma dizer, um empreendedor nunca se reforma. Está preparado para outras tantas viagens e dias e dias longe da família?
Já faz parte do meu ADN. Acho que é o que me faz feliz na vida e poder ter este mix.
 
Tim, que músicas o acompanham em viagem ou nunca se cansa de ouvir?
 Claro que sim: Money for Nothing, Dire Straits, Brothers in Arms, Alpha Ville - Forever Young and Big in Japan, Billy Joel - Piano Man, entre outras. 
Qual foi o livro que marcou e continua a marcar a sua vida?
 Como já referi algumas vezes, a Bíblia. Ainda é tão relevante e dá-me força em tempos difíceis.
 
Será que tem tempos livres? O que aproveita para fazer?
 Tempos livres é com a família. Tenho como hobbies os carros clássicos e poder ler. Quando estou a ler sei q estou no meu tempo livre.
 
Para terminar, um conselho aos mais jovens que se preparam para entrar no mundo do trabalho.
Arrisquem! Não fiquem contentes até conseguirem atingir o vosso sonho e acreditem que os sonhos muitas vezes tornam-se realidade. Garanto-vos isso porque a mim já se tornaram realidade centenas de sonhos e por incrível que pareça, ainda continuam a acontecer.
 
Um conselho também para aqueles que com mais de 40 anos perderam o seu emprego e do que resta no país ninguém lhes dá oportunidade para recomeçar.
 A vida muitas vezes começa aos 40. Porquê? Porque já temos a experiência da vida, e o que é preciso nestes casos é acreditar e tomar responsabilidade para nós. Saiam, tentem, e às vezes no virar da esquina encontram-se os parceiros certos para o nosso sucesso acontecer mais rápido.
 
Que depois desta conversa o “efeito” Tim faça a diferença na nossa vida. Com mil negócios, mil afazeres este empresário poderia não ter tempo nem vontade de estar a responder a alguém que nunca viu e para um vozquevoa.blogspot.pt que nasceu há um mês. Aí está a diferença de quem sabe e não tem qualquer problema em partilhar.
Grata, Tim Vieira!

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