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Música
 
 
 
               João Gil
 
 
       "a nossa felicidade passa por revelar toda a nossa dimensão"
 
 
 
 
 
 
 
                                                                                 Por: cristina Alves

Soviete do Areeiro, Trovante, Ala dos Namorados, Rio Grande, Cabeças no Ar, Filarmónica Gil, o primeiro disco a solo com a participação de Rui Veloso, Dany Silva e António Zambujo, “Fados de amor e pecado”, Baile Popular, o disco gravado com Luís Represas, Quinteto Lisboa … Em 2014 João Gil junta-se a Diogo Infante e estreiam a  Ode Marítima de Álvaro de Campos. Em 2015 iniciam a tour internacional. A Ode já foi vista e bastante aplaudida em Washington, New York, Seoul e Tóquio. Difícil dizer de uma rajada só todos os passos que João Gil já deu nesta vida mas esta “Voz que Voa “ não fica por aqui … ainda tem o 1º CD do " Tais Quais " ...
 
 
 
João, o céu é o limite para um artista como tu?
 
(Risos) O Céu é o limite no sentido de que , quando subir até ele, deixo de fazer música, e há tanto por fazer, tanto por escrever ainda.
Todos nós somos múltiplas pessoas com inúmeros talentos e defeitos, por isso a nossa felicidade passa por revelar toda a nossa dimensão. 
Tentarei ser feliz.
 

 
Com a grande interpretação do Diogo Infante e a excelente música composta e interpretada por ti, a Ode tem ordem para atracar ainda em muitos cais. Quais?
 
 
 Obrigado pelas palavras simpáticas. Estaremos em Outubro em Óbidos e estamos neste momento a ultimar novas representações em todos os cantos do Mundo.
 
 
 
Diz-me João, o que seria  Portugal sem artistas, sem arte?
 
É inimaginável,  seria uma paisagem lunar e sem vida. Ocorre-me lamentar o facto da Cultura, Ciência e  investimento na sofisticação dos portugueses, nunca terem sido opções nem desígnios nacionais. Portugal mostra aqui o seu lado lunar.
 
 
 
O que nos passas com as tuas canções são as tais coisas que não te deixam parar?
Que te agitam? Que sorrateiramente fazem agitar a sociedade?
 
 São os temas que nos rodeiam, as dores de todos, a exultação da vida e a infância feliz que tento atestar no meu depósito. É o meu combustível.
 
 
És um homem inconformado e sempre em busca de soluções. Assumes que Portugal precisa de ti, que trabalhes, que exportes a tua música … não és de te lamentar que isto está mau. Para ajudar a resolver, na parte que te compete, partes logo para a acção?

Parto para acção sempre que acredito nas ideias que vão surgindo. Setembro é o Mês em que dobro o ano. Começa aqui a luta e o remar, remar.
 
 
 
 
 
 
 
 
O dom que tens pela música não é único. Dizem que quando te dedicas à cozinha saem de lá deliciosos manjares. Tudo preparado com amor. É esse o teu maior segredo?

Na cozinha entro em modo Zen, divirto-me muito e adoro ver a família e os amigos a saborear como se de música se tratasse. Só resulta se houver amor e entrega em tudo o que se faz.
 
 
Na “Voz que voa” quem levas contigo sempre que fazes a tal viagem?
 
Levo os meus antepassados, a minha família ,  mulher e os filhos, os amigos, o povo e o nosso País, O  Benfica … minha Arca de Noé.
 

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