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Literatura
 
                                     
                               Miguel Correia
 
                                          
                                                              Crónicas dos Tugas 
 
 
 
 
 
 
                                                              por: Andreia Carneiro
 
 
 
 
 
 
 
 
Quando te surgiu a ideia de escrever a primeira crónica sobre os tugas?
 
Em Dezembro de 2013. Depois de ter terminado o documentário “In Matosinhos”, gostei da agitação e frenesim de fazer alguma coisa para quebrar a rotina e marasmo do dia-a-dia de trabalho. Aquela sensação de tempo ocupado ajuda a passar melhor os dias. Mas com moderação, pois em excesso, já não é aconselhável. E então, por brincadeira e a partir de uma frase de campanha eleitoral, surgiu uma piada. E como hoje em dia, tudo vai parar ao Facebook. Eu não fui excepção e assim nasceram as “Crónicas dos Tugas”. A referida crónica ainda hoje detém o recorde de visualizações e partilhas. O que me fez pensar que, se calhar até tinha jeito para isto... E graças a uma campanha eleitoral e uma avaria de grandes dimensões nasceu a primeira crónica! Querem saber o seu desfecho, não querem?!
 
 
 
Tens um livro e um blogue onde podemos ler de forma descontraida e cheia de humor as tuas reflexoes. como tem sido o feedback?
 
O livro foi outra coisa que nunca esteve prevista. Quando iniciei a página Facebook era apenas isso. Publicações esporádicas na net. Talvez, com alguma boa-vontade um blogue. Agora livro?! Não. Mas depois de algumas crónicas escritas, publicadas e recolhendo uma boa aceitação pelos leitores, resolvi começar a pensar na edição de livro, de uma forma mais séria. Enviei o manuscrito (diz-se assim, mas foi feito no computador. Se vissem a minha letra...) para algumas editoras. A Chiado Editora, num acto de coragem, enviou uma proposta de edição. O livro tem 80 crónicas verídicas, divertidas e com um toque de ironia. Pois, os Tugas, insistem em fazer quase tudo ao contrário. Política, entretenimento, família, futebol, crime, polícias, etc. Antes que se zanguem comigo, tenho de informar que há crónicas escritas a partir das minhas vivências pessoais. Sim, eu também sou Tuga. E faço asneiras...
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quem és tu, Miguel, para além de um tipo bem disposto?
 
Há o síndrome do “não gosto de falar de mim”. É curioso que afecta muita gente. Mas vou tentar responder sem grandes rodeios. Estive 12 anos a estudar, em escolas públicas, para me formar em administração. Consegui. De nada serviu. Graças à economia desta país, fui obrigado (depois de assistir à falência da empresa onde trabalhei 6 anos) a enverdar para uma área totalmente diferente da minha área de formação. Desde 2006, sou colaborador da Metro do Porto, onde desempenho funções de agente de condução (maquinista). Sou casado, tenho uma pequerrucha de 6 anos (que mesmo quando tiver 20, continuará a ser a pequerrucha). Nascido, criado e ainda por terras de horizonte e mar, Matosinhos. E agora, como part-time e um chato do caraças, sou vendedor de livro pela net. Do meu, claro!
 
As crónicas dos tugas estao compiladas em livro. Onde pode ser encontrado?
 
O lançamento oficial do livro decorreu em 2014.09.04, na Biblioteca Florbela Espanca, em Matosinhos. Já lá vai quase um ano! Felizmente, posso dizer que tive o apoio dos grandes grupos livreiros, fruto da insistência e persistência em correspondência para agendar sessões de apresentação e autógrafos. O livro pode ser encomendado nas lojas Almedina, Bertrand, El Corte Inglés, Fnac. Via online, na página da Chiado Editora e Wook. Se quiserem um exemplar autografado e com oferta de portes de envio, podem enviar uma mensagem privada para a minha página facebook.
 
 
 
 
 
 
Qual é a tua intençao maior com este livro?

Estupidamente pensei que seria tudo fácil e que rapidamente chegaria a um patamar de quase figura pública. Mas a realidade é bem diferente. As pessoas não reconhecem o nosso esforço. Quer na escrita, quer na tentativa de agendar sessões de apresentação. Pura e simplesmente, não compram. Não aparecem. E muitas vezes tive oportunidade de escrever que o mais importante para mim não são as vendas. O simples facto de ter alguém a escutar é algo que nos enche de felicidade. Mas não. É mais fácil tratar de tudo, em frente a um computador. E ficam à espera de ver as fotos... Neste momento – e volto a usar o termo estupidamente – o grande objectivo é chegar à 2ª edição. Ou seja, vender 500 exemplares. Continuo com sessões de apresentação marcadas até ao final do ano. Estejam atentos ao Facebook para saber as datas e locais. Mas apenas até ao final do ano. Prazo imposto por mim pela razão descrita. Continuo a escrever crónicas e a publicar no blogue às Segundas, Quartas e Sextas. Talvez um dia, não esteja aqui a divulgar o lançamento do 2º livro?! E aproveito para vos indicar os endereços electrónicos. www.facebook.com/migueljcorreia e www.cronicatugas.blogspot.pt

Comentários

  1. Não deixem de ler, esta entrevista, onde todo o talento jornalístico da Andreia Carneiro, faz esquecer a qualidade das minhas respostas.

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